segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Dar, para os mais íntimos

Olá é mambo. Como vai é jambo. Bwana é Jesus. Simba é leão. Hakuna-matata é não tem problema. Ndovo é elefante. Obrigado é assante. Eu não falo swahili é sisane swahili. Estas são as palavras que aprendi até agora. Dar Es Salaam. Cidade enorme. Não é capital da Tanzânia, a capital é Dodoma. Mas é a nona cidade que mais cresce no mundo. Construções para todos os lados. Indianos, paquistaneses, árabes e o povo salaamo. Esquentam água para o chá em panelas cheias de brasa no meio da rua. Muitas chaleiras, muita fumaça. Fazem churrasco de carne, de frango, de peixe ou de camarão em pedaços pequenos espetados em longos cordões de bambu, como se fosse um colar. Comem com muita pimenta, pili-pili. Uma pimenta fortíssima, muito saborosa e que não queima a boca por muito tempo. Então dá pra comer muito dela. Onde vende comida não vende cerveja, onde vende cerveja não vende comida. Coisa do povo muçulmano, mesmo que quase a metade da população seja cristã. Também não comem carne de porco pelo mesmo motivo. Parece que os muçulmanos impuseram certas regras que todos seguem, mesmo sendo de religiões diferentes. É como se pegasse mal, já que o islã proíbe. Muitas cenas pitorescas no caos urbano. Na multidão. Na sujeira e na arquitetura totalmente misturada. Mas não dá pra fotografar. Não gostam, fecham a cara. Engraçado é que todo mundo fala "hakuna-matata”, não tem problema, no problem para tudo. Mas são super mal-humorados, às vezes. Tratam mulher como cachorro. Tratam cachorro como bicho mesmo. Deve ser coisa de muçulmano também. Fui ao mercado de peixe. Indescritível. Uma pena não poder tirar fotos. Um mundo de gente vendendo e comprando. Um mundo de mulheres cozinhando montes de comida em caldeirões de brasa. Eu quis comer aquela comida, mas haviam me dito que não pegava bem. É comida de pobre. Então tá. Barcos chegando e zarpando e, claro, peixe, muito peixe. Ao lado fica o ferry para o outro lado da península. O som de buzinas enlouquecidas nunca para. Em frente ficam os pontos de ônibus. Os ônibus são multi-coloridos todos pintados em cores diferentes e com gravuras tiradas de revistas. Ao lado de um letreiro tosco e maravilhoso escrito Mini-bus, tem sempre algum galã indiano, um homem-aranha ou o escudo do Manchester United. Lamentável não poder fotografar. Tirei uma foto apenas. Meio escondido. No local em frente ao mercado onde os peixes são defumados. Mas logo um dos caras gritou: photo? Money, money! Muito agressivo. Hakuna-matata porcaria nenhuma.