quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Negócios à parte

Em lojas de serviços, como empresas de telefonia, passagens aéreas, correios e coisas do gênero, o atendimento é sempre muito cordial e os funcionários tentam sempre prestar o melhor serviço. Algumas vezes eles dão uma derrapada que mostra que não são tão preparados assim, mas sempre mantêm a pose. Como quando fui perguntar como funcionava o plano que oferecia um smartphone se eu assinasse a Mcel. A funcionária falou toda séria "um smartphone, claro!", aí se virou e perguntou para a colega ao lado "o que é um smartphone?", e a colega respondeu "é um telemóvel, qualquer telemóvel, oras". Bem, saí sem nenhum smartphone, como é comum sair de uma loja sem a solução que eu estava procurando. Mas eles prometem gentilmente que amanhã sem falta eles terão a resposta. Quando isso aconteceu, pedi o telefone da loja pra eu não ter que voltar no dia seguinte sem nenhuma solução da parte deles, como aconteceu várias vezes. Por um hábito de linguagem, eu perguntava "pode me dar seu telefone?". Várias atendentes fecharam a cara pra mim ou desconversaram cheias de timidez. Uma até fez questão de dizer que era casada. Ontem me esqueci novamente desse detalhe e pedi o telefone para uma atendente das Linhas Aéreas de Moçambique. Ela me olhou assustada, conferiu se a colega ao lado não estava vendo e me disse bem baixinho "tudo bem, eu vou te dar o meu telefone, mas ninguém pode saber", e anotou o celular com um olhar todo cúmplice.

3 comentários:

  1. KKKKKK,estou aqui morrendo de rir, que povo mais bobinho, será que nós somos assim tão inocentes aos olhares estrangeiros também...
    Nunca imaginei enxergar África assim tão de perto, aliás ontem mesmo estava pensando, num lugar tão precário como vc tem conseguido acesso à internet. Agora entendo, parece que estou aí com você.

    ResponderExcluir