terça-feira, 14 de agosto de 2012

A luta contra o dragão da maldade

Esta foto da minha luta contra um dinossauro inflável vai ser agora o símbolo da minha recuperação da malária. Hoje é o último dia de remédios que me deixaram enjoado e de mau humor nesses últimos três dias. Mas me deixaram melhor para começar a ver as ruas como um lugar cheio de possibilidades de novas fotos. Ao menos isso. Daqui a pouco terei novas fotos para postar. Por enquanto tenho que ficar mais em repouso. Amanhã estarei bom. Como estatística, de TODOS os moçambicanos que perguntei, TODOS já tiveram a malária. Ficam meio envergonhados de responder que sim, mas acabam falando que tiveram umas quatro vezes cada um. E ficam aliviados quando digo que adquiri esse souvenir em Inhambane, não em Pemba. Claro, a província do vizinho é sempre pior do que a sua.

2 comentários:

  1. Henrique, em primeiro lugar, quero dizer que o blog está ótimo. Leio desde o início e, assim como eu, acredito que muitos outros, segundo minha pesquisa totalmente informal, mas nem por isto sem fundamento. Dona Leila, por exemplo, que, apesar de muito intelectualizada, não perde um capítulo da novela das 9, me confessou que aguarda seus novos "posts" com muito mais ansiedade, do que sua torcida pela vingança da moçinha, daquele tosco enrredo que alguns tentam dignificar com a alcunha-eufemismo de "teledramaturgia".
    Voltando ao blog, estou também gostando (não posso "curtir", pois não uso Facebook)das muitas fotos já postadas. Em especial daquelas do povo deste continente já tão explorado.
    Por último, quero dizer que sabemos as inúmeras dificuldades que você e a Thais já passaram, antes mesmo de embarcar. Mas, o que seria a vida sem dificuldades? Um tedioso paraíso terreno?
    Os ianques podem estar errados em muitas coisas, mas pelo menos acho que expressam a realidade quando dizem secamente:"no pain, no gain".
    A vitória é sempre melhor saboreada depois de algum esforço.
    Agora é esquecer o mosquito e se preparar para
    Frankfurt.

    Abs,
    Breno.

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  2. Henrique, que bom que já tá melhor, e espero que a musquitada tenha ficado satisfeita. Excelentes os textos, belíssimas as fotos!! Vc tá conseguindo trazer pra nós o espírito africano mais límpido, sem estereótipos ou preconceitos, com um olhar fino, sutil e inteligente, como é de seu feitio. Tá sendo uma alegria pra gente aqui poder te seguir, ver seu trabalho, ver Moçambique pelo sua lente.
    Beijão pra vcs. Estevão

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